A terceira edição do Parlamento Jovem Salvador foi concluída nesta sexta-feira (22), após uma semana em que 43 estudantes vivenciaram o funcionamento do Poder Legislativo por meio de debates, oficinas e simulações parlamentares. Criado em 2020, o programa é promovido pela Escola do Legislativo Péricles Gusmão Régis e já se tornou referência em educação cidadã.
Durante a semana, os jovens elaboraram projetos de lei em comissões, tiraram dúvidas com servidores e participaram da eleição da Mesa Diretora. Nesta edição, foram “eleitos” os jovens Mayara Nobre (primeira secretária), Samuel Soares (segundo secretário) e Guilherme Santos (presidente).
Para a vereadora Marta Rodrigues (PT), idealizadora da iniciativa:
“Cidadania se aprende na prática. E é esse o nosso papel: garantir que esses jovens tenham acesso ao conhecimento sobre as instituições democráticas e saibam como podem fazer a diferença em suas comunidades.”
Como reforçou Guilherme:
“O jovem é nada mais nada menos que a base e o futuro no nosso país e da nossa política. Então chamo você, jovem, para vir. Venha conhecer, venha aprender política, porque ela é essencial para o nosso futuro.”
Já Mayara Nobre reforçou a importância da experiência:
“Foi uma das experiências mais transformadoras que eu tive na minha vida. Ter experiência e acesso a tantos jovens que são tão interessados em fazer a mudança na sociedade e que trabalham ativamente para isso”.
A coordenadora técnica da Escola, Ângela Damasceno, ressaltou que a formação cidadã dos jovens impacta diretamente a construção democrática e o controle social:
“A formação dos nossos jovens vai impactar a construção democrática e o espaço de controle social, de participação, para que tenhamos mais políticas públicas construídas, elaboradas, implementadas e fiscalizadas a partir de um olhar mais qualificado e apurado deles”.
No encerramento, Cris Santos, diretora executiva da Fundação Paulo Cavalcanti, que mantém o Movimento Via Cidadã, um dos apoiadores do Parlamento Jovem de Salvador, resumiu o espírito da iniciativa:
“O Parlamento Jovem Salvador mostra que cidadania não é teoria, é prática. Quando os jovens ocupam esse espaço e entendem que podem transformar demandas em projetos de lei, eles exercitam a participação que transforma a política e a própria vida em sociedade. É esse exercício que chamamos de consciência cidadã participativa transformadora.”