O Brasil entre a torcida e a omissão

Por: Movimento Via Cidadã

05/08/2025

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No Podcast É da nossa conta! desta semana Paulo Cavalcanti e Carlos Falcão fazem um alerta sobre o silêncio dos bons e os riscos da omissão cidadã

Enquanto outras nações avançam em competitividade e desenvolvimento, o Brasil permanece refém de um discurso paralisante: o de que seremos “o país do futuro”. Década após década, essa expectativa se transforma em frustração. O que falta, afinal?

Foi com base nessa provocação que Paulo Cavalcanti e Carlos Falcão conduziram o novo episódio do podcast É DA NOSSA CONTA!, lançado nesta segunda-feira (5). O tema central gira em torno da omissão dos setores conscientes da sociedade e de como o silêncio dos cidadãos informados, instruídos e bem-intencionados tem custo elevado para o país.

“O que preocupa não é o barulho dos maus, é o silêncio dos bons”, afirma Falcão, ao comentar a degradação institucional e o sentimento de orfandade cívica crescente. Para Cavalcanti, a omissão cidadã não é mais apenas um erro individual. Ela se torna responsabilidade coletiva quando se transforma em norma.

A partir de sua experiência como ex-presidente do Esporte Clube Vitória, Falcão traça um paralelo entre o comportamento das torcidas de futebol e a cultura política brasileira. Segundo ele, o engajamento apaixonado dos torcedores contrasta com a apatia da população diante de temas estruturantes. Como analisam, no futebol, o cidadão participa, opina, cobra, interfere. Já na política, muitos ainda acreditam que sua participação se encerra no dia da eleição.

“Não deveria ser assim, mas seguindo o seu raciocínio, quem é Bahia acha que tudo que o Vitória faz não presta e vice-versa. E aí, pongando no seu raciocínio, hoje o Brasil vive um momento político muito parecido. As pessoas perderam a capacidade de conversar. As pessoas perderam a capacidade de dialogar”, pontua Falcão.

A discussão avança sobre a cultura da polarização, o esvaziamento do debate político e a necessidade de reconstruir uma cidadania ativa. “Participar não é apenas votar; é compreender, fiscalizar, interpretar e influenciar decisões”, destaca Cavalcanti.

O episódio propõe uma reflexão direta: o futuro que se espera depende de ação no presente. E a cidadania não pode ser um gesto pontual, mas um exercício contínuo de corresponsabilidade.

“Nós somos sempre o eterno país do futuro. Já tenho 60 anos. E quando eu era menino, o Brasil já era o país do futuro. Eu já estou completando meu ciclo, já gastei 2/3 da minha vida, e a gente não consegue chegar lá. E continuamos, 50 anos depois, sendo o país do futuro”, finaliza o convidado.

Confira o episódio completo: