Jorge Freire defende espírito de servir e união de iniciativas cidadãs no podcast É da Nossa Conta!

Por: Movimento Via Cidadã

17/03/2026

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No episódio do podcast É da Nossa Conta! exibido na segunda-feira, 9 de março, Paulo Cavalcanti recebeu Jorge Freire para uma conversa franca sobre empreendedorismo, compromisso social e o papel de quem decide agir para melhorar a vida coletiva.

Administrador, empresário e conselheiro da Fundação Paulo Cavalcanti, Jorge costura sua trajetória profissional com uma visão clara: empreender não é apenas criar negócios, mas atender necessidades reais e servir à comunidade. Em um dos trechos centrais da conversa, ele resume essa perspectiva ao afirmar:

“Você se sente motivado a prestar um serviço para que a pessoa que está do seu lado esteja melhor, para que a comunidade onde você pertence seja melhor.”

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Ao longo do episódio, Paulo relembra passagens da caminhada empresarial de Jorge, desde os primeiros negócios ainda muito jovem até experiências em setores como química, comunicação, call center, energia solar, educação e consórcios.

O fio que costura essa trajetória, no entanto, não está apenas na inovação. Está na inquietação de quem enxerga problemas e se sente chamado a buscar soluções.

“Esse é o espírito de quem empreende de verdade”, observa Paulo Cavalcanti ao comentar a trajetória do convidado.

Empreender para servir

Um dos pontos centrais da conversa é justamente a ideia do “espírito de servir”, apontada por Jorge Freire como motor de sua atuação. Para ele, há uma motivação profunda em prestar um serviço que ajude o outro a viver melhor e torne mais saudável a comunidade à qual se pertence. Paulo reforça essa leitura ao destacar que esse impulso de servir define o empreendedor de verdade; não o oportunista, mas aquele que quer deixar a vida mais simples, mais digna e mais útil para os demais.

Nesse trecho, o episódio ganha densidade ao ligar inovação e responsabilidade. A conversa mostra que o empreendedorismo, quando guiado por valores, pode ser ferramenta concreta de transformação social. Não se trata de discurso de vitrine, mas de atitude, coragem e disposição para fazer.

“A educação é o caminho, a grande via de transformação”, afirma Paulo, ao defender a formação cidadã como base para mudanças mais profundas no país.

Educação, cidadania e conexão entre quem já faz

Outro eixo forte do episódio está na defesa da educação como via de mudança e na crítica à fragmentação de tantas iniciativas relevantes espalhadas pelo país. Paulo e Jorge lembram experiências ligadas à editora Humanidades e a projetos educacionais voltados à formação crítica de crianças e jovens, sempre com foco em valores, inclusão e construção de consciência.

É nesse contexto que surge com força a proposta da Rede Via Cidadã. O episódio destaca a criação da rede como uma iniciativa necessária para integrar pessoas, instituições, empresas e projetos que já produzem cidadania no Brasil, mas ainda atuam de forma dispersa, sem articulação suficiente. A crítica é direta: não falta gente boa, não faltam ideias, não faltam experiências bem-sucedidas. Falta conexão.

Ao defender uma “pauta de país”, Jorge Freire aponta para a necessidade de reunir forças em torno de temas estruturantes, como educação, saúde, ética pública e participação cidadã.

“Você não está reinventando a roda. Tem muita gente boa no país produzindo cidadania. O que nos falta é a integração dessas pessoas”, diz Paulo.

Jorge segue na mesma linha:

“Acho que uma das grandes ações que a gente pode fazer é dar o exemplo, é dizer: ‘Pode ser feito e, quer ver que pode ser feito? Eu estou fazendo’.”

Ao reforçar o chamado à participação cidadã, Paulo resume o espírito do episódio:

“O futuro do Brasil é da nossa conta, e ele começa agora.”