Em um tempo marcado por desafios socioambientais cada vez mais complexos, novas formas de participação social e transformações tecnológicas aceleradas, uma pergunta se torna inevitável: como formar cidadãos capazes de compreender a realidade, atuar coletivamente e contribuir para a construção do bem comum?
A Fundação Paulo Cavalcanti levará essa reflexão ao centro do 11º episódio da Série Diálogos Ecossistêmicos, que acontece no próximo dia 12 de junho, a partir das 8h30, na Associação Comercial da Bahia (ACB), em Salvador. Realizado pela Associação de Mulheres do Mar (AMMAR), em parceria com a Rede Via Cidadã e a Fundação, o encontro terá como tema a Inteligência Cidadã, conceito desenvolvido por Paulo Cavalcanti que propõe uma nova compreensão sobre o papel do cidadão na construção de uma sociedade mais consciente, participativa e democrática.
O evento reunirá estudantes da Escola Santa Rita e da Rede de Protagonistas em Ação de Itapagipe (REPROTAI), além de educadores, lideranças comunitárias e representantes da sociedade civil.
Entre os convidados estão Paulo Cavalcanti, presidente da Fundação Paulo Cavalcanti e autor do livro Inteligência Cidadã; Cris Santos, diretora executiva da Rede Via Cidadã; Marcleide Pinho, marisqueira, empreendedora e liderança comunitária de Madre de Deus; e Rebeca Barros, embaixadora do Observatório Educacional Municipal do Beiru/Tancredo Neves.
Como antecipa Paulo Cavalcanti, a Inteligência Cidadã exige a capacidade de compreender o contexto em que vivemos, os interesses em jogo e o papel de cada cidadão na construção da sociedade. “Precisamos amadurecer a nossa inteligência cidadã. Não apenas como soma de informações sobre política, mas como capacidade de ler o contexto em que vivemos, compreender os interesses em jogo, entender como funcionam as estruturas de poder e reconhecer o nosso próprio lugar como pertencente a uma nação da qual temos uma fração ideal do poder”, afirma.
Para Cris Santos, a Inteligência Cidadã representa uma das competências mais necessárias para o século XXI. “É a que nos faz entender que os problemas da sociedade também são nossos e que o futuro só será diferente quando cada pessoa assumir seu papel como agente de transformação. Afinal, uma democracia forte não depende apenas de instituições, mas de cidadãos conscientes, participativos e comprometidos com o coletivo.”
A diretora da Escola Santa Rita, Liana Laura Rodrigues, destaca que a iniciativa contribui para a formação de jovens comprometidos com a democracia e a transformação social. Na mesma linha, a professora Jamira Martins reforça que a cidadania se aprende por meio de experiências concretas de participação, escuta e pertencimento. “Quando os jovens descobrem que suas vozes importam, passam a se reconhecer como protagonistas da transformação social”, observa.
Marcleide Pinho avalia que o encontro representa uma oportunidade de ampliar redes de cooperação e construção do conhecimento. “Este é um momento de expandir nossas redes de cooperação e construção do conhecimento. Dialogar é o verbo que nos faz evoluir”, afirma.
Já Adriana Muniz, conselheira dos Notáveis da AMMAR, ressalta que os desafios sociais e ambientais atuais exigem empatia, cooperação e responsabilidade compartilhada. “A Inteligência Cidadã nos convida a compreender que somos parte de uma rede viva de relações e que a transformação acontece quando colocamos nossos talentos a serviço do bem comum.”
Coordenadora da iniciativa, Jacqueline Moreno destaca que o episódio também pretende incentivar as escolas a ampliarem os Diálogos Ecossistêmicos em sala de aula, fortalecendo a participação ativa da cidadania em construção. “O Episódio 11 será um convite para que as escolas ampliem os Diálogos Ecossistêmicos em suas salas de aula, fortalecendo a participação ativa da cidadania em construção. Afinal, educar é TransforMAR”, conclui.
Mais do que um encontro, a iniciativa representa um convite à reflexão e à ação. Ao reunir juventude, experiência, diversidade e participação social em um mesmo espaço, o Diálogos Ecossistêmicos reafirma que a democracia não se fortalece apenas nas instituições, mas também no exercício cotidiano da cidadania.