Inteligência Cidadã aproxima jovens, educadores e lideranças sociais em Salvador

Por: Movimento Via Cidadã

13/06/2026

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A Fundação Paulo Cavalcanti participou, nesta quinta-feira (12), do 11º episódio da Série Diálogos Ecossistêmicos, realizado na Associação Comercial da Bahia (ACB), em Salvador. O encontro teve como tema a Inteligência Cidadã, conceito desenvolvido por Paulo Cavalcanti para estimular uma compreensão mais ampla do papel do cidadão na construção de uma sociedade participativa, democrática e comprometida com o bem comum.

Promovido pela Associação de Mulheres do Mar (AMMAR), em parceria com a Fundação Paulo Cavalcanti e a Rede Via Cidadã, o evento reuniu jovens da Escola Santa Rita e da Rede de Protagonistas em Ação de Itapagipe (REPROTAI), além de educadores, lideranças comunitárias e representantes de organizações sociais para uma manhã de diálogo sobre cidadania, participação social e protagonismo juvenil.

Em participação por vídeo, Paulo Cavalcanti convidou os participantes a refletirem sobre o papel de cada cidadão na construção da democracia. “A inteligência cidadã começa quando o cidadão deixa de ser apenas um espectador”, afirmou.

Coordenadora da iniciativa, Jacqueline Moreno destacou a importância da presença da juventude no centro do debate.

“Um caminho de dez episódios nos trouxe até aqui. E a gente está muito feliz porque as escolas públicas vieram, o público principal é a juventude, que veio tanto da REPROTAI quanto da Escola Santa Rita, que trouxeram pessoas muito habilitadas para aprender e, melhor ainda, para nos ensinar.”

A diretora executiva da Rede Via Cidadã, Cris Santos, ressaltou a importância de aproximar os jovens de temas ligados à cidadania e à participação social.

“Uma manhã transformadora na Associação Comercial da Bahia. Trouxemos pra cá os jovens, que são a nossa via da transformação, para falar desse tema super importante. Da inteligência cidadã como competência necessária para a humanidade, para transformar problemas em soluções, unir ecossistemas em prol do bem comum.”

Representando a REPROTAI, o estudante Everton, de 14 anos, destacou a oportunidade de diálogo entre diferentes gerações e realidades.

“Achei a dinâmica muito incrível. Tanto pra nós, jovens, quanto para os adultos. Nessa dinâmica a gente consegue interagir com todos os públicos, a gente fala do bairro onde vive, de tudo que está em torno de nossa vida. Esta é uma excelente forma de se comunicar.”

O educador social Wadson Santana observou que experiências como essa ajudam os jovens a ampliar horizontes e acreditar em suas próprias possibilidades.

“É importante trazer estes jovens para palestras e outras atividades para fortalecer neles o reconhecimento do que eles querem ser futuramente. A gente tem uma formação toda quinta-feira para fortalecer não só a arte-educação, mas também sobre políticas públicas, sobre a consciência de que eles podem chegar em qualquer lugar que quiserem.”

A importância da escuta e do diálogo também foi ressaltada pelo professor Joilson, da Escola Santa Rita.

“É importante trazer a sociedade pra debater sobre o que ela quer pra si. E não é só fundamental buscarmos na educação, na saúde e na conscientização em si a nossa democracia. Mas em atos como estes, de escuta, de diálogo. Aonde pessoas de diversos sistemas, de diversas associações, de diversos bairros possam ser ouvidas.”

Representando as marisqueiras de Madre de Deus, Marcleide Pinho chamou atenção para a necessidade de ampliar a presença de comunidades tradicionais em espaços de discussão pública.

“É importante estar aqui representando a minha comunidade, as mulheres marisqueiras de Madre de Deus. A mulher marisqueira precisa estar representada nestes ambientes de diálogos, trazendo seus conhecimentos para a sociedade.”

Para Rebeca Barros, do projeto Mosaico de Amor, o encontro demonstrou que os jovens querem participar quando encontram espaços abertos ao diálogo.

“É importante o jovem ter voz, vez e volume. E estamos aqui tendo esta conversa bem legal, um diálogo bem orgânico com os jovens, incentivando-os a ter esta participação. Este é um marco bem legal.”
Como parte de sua contribuição ao evento, a Fundação Paulo Cavalcanti distribuiu exemplares dos livros Constituição em Miúdos e Inteligência Cidadã, de autoria de Paulo Cavalcanti. As obras integram o trabalho da Fundação de promoção da educação cidadã e do fortalecimento da cultura democrática, oferecendo aos participantes instrumentos para aprofundar a reflexão sobre participação social, direitos, deveres e responsabilidade coletiva.

Ao longo da manhã, os participantes compartilharam percepções sobre seus territórios, falaram sobre educação, convivência comunitária e participação social. O encontro reafirmou a importância da Inteligência Cidadã como uma competência capaz de conectar consciência, participação e responsabilidade coletiva, fortalecendo o papel dos cidadãos na construção de comunidades mais democráticas, colaborativas e comprometidas com o bem comum.