Eduardo Morais de Castro destaca força do associativismo no podcast É da nossa conta!

Por: Movimento Via Cidadã

20/03/2026

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No episódio desta segunda-feira (16) do podcast É da nossa conta!, Paulo Cavalcanti recebeu o empresário Eduardo Morais de Castro para uma conversa marcada por reconhecimento, memória institucional e defesa firme do associativismo como caminho para fortalecer a classe produtiva e contribuir com o desenvolvimento do país.

Logo na abertura, Paulo deixou claro o tom da entrevista ao afirmar que Eduardo é uma de suas maiores referências na vida empresarial e associativa. “De todos esses podcasts que eu fiz aqui, eu acho que não teve nenhum que eu não falasse o nome dele”, disse. Em seguida, foi ainda mais direto: “Eduardo é sempre aquela pessoa que você tem a certeza absoluta que perto dele você só faz aprender, crescer, prosperar”.

Como destacou Paulo, o convidado “é o meu benchmarketing, o cara que foi meu modelo no associativismo e com empresário”.

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Ex-presidente da Associação Comercial da Bahia entre 2007 e 2011, período em que a entidade celebrou seu bicentenário, Eduardo também é presidente de honra do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia e atua ou atuou em diversas entidades representativas do empresariado e da sociedade civil, como conselhos, institutos e organizações associativistas.

Durante o episódio, ele relembrou sua ligação antiga com a casa e destacou que sua relação com a Associação Comercial da Bahia começou ainda na infância, quando acompanhava a mãe nas visitas mensais à instituição, criando desde cedo um vínculo afetivo com o ambiente associativo.

Eduardo também ressaltou o valor de instituições independentes, sustentadas pelos próprios associados. Segundo ele, essa autonomia é o que garante liberdade de posicionamento. “É uma casa que vive com seus próprios recursos, não depende de nenhuma participação estatal, o que lhe permite ser totalmente livre para declarar aquilo que deseja”, afirmou.

Paulo também reforçou sua visão sobre o papel do associativismo na transformação do país: “Nós não podemos continuar esperando que o Estado resolva tudo. Quem mais pode fazer pelo Brasil é quem produz riqueza, é quem gera emprego. E essa classe precisa se unir, precisa se organizar, porque sozinha ela é fraca, mas unida ela tem força para influenciar, propor e transformar. O associativismo é o caminho para esse amadurecimento”, afirmou.

Uma cultura de união e responsabilidade

Ao longo da conversa, Paulo sustentou que o Brasil precisa resgatar a importância da união de quem produz riqueza, emprego e progresso. Para ele, o associativismo é um instrumento concreto de amadurecimento cívico e de fortalecimento da função social da empresa. “É aqui onde a classe produtiva se encontra que a gente pode fazer mais pelo nosso país”, afirmou.

Eduardo concordou e destacou que o empresariado não pode esperar tudo do poder público. “Nós não podemos esperar também que o poder público seja o responsável por tudo, nós temos que fazer a nossa parte também”, disse. Em outro momento, resumiu a lógica da ação coletiva com simplicidade: “Você ter a força da união é o que é importantíssimo”.

A fala do empresário também chamou atenção para um ponto sensível: a necessidade de superar vaidades pessoais em nome de objetivos maiores. “Se você se despoja da vaidade, você realmente vai ser um cidadão e um ser humano muito melhor”, afirmou.

Educação, memória e formação de consciência

A educação apareceu como eixo central da conversa, não apenas no sentido escolar, mas como formação histórica, institucional e cidadã. Ao lembrar iniciativas ligadas à Associação Comercial da Bahia, Paulo citou o papel da entidade em áreas como contabilidade, conciliação e arbitragem, além de seu compromisso histórico com a evolução da sociedade baiana.

Eduardo reforçou essa dimensão ao lembrar a Fundação Visconde de Cairu e o valor das entidades dedicadas à preservação da memória e do conhecimento. Também defendeu mais divulgação e integração entre instituições representativas, apontando que a construção de uma cultura associativista depende de formação, exemplo e continuidade.

Num dos trechos mais emblemáticos do episódio, Eduardo elogiou a atuação de Paulo na defesa dessa agenda. “Você está despertando isso”, afirmou, referindo-se ao esforço de reposicionar o associativismo no debate público. Em seguida, fez um reconhecimento claro do alcance dessa mobilização: “Você tem representado pro empresariado essa questão do empresariado se unir, ver suas pendências, suas questões, suas necessidades”.

Ao final, o episódio reafirmou uma convicção comum aos dois: o associativismo é a ferramenta de articulação, de defesa de interesses legítimos e de participação social. Numa época de dispersão, muito barulho e vaidade em excesso, a velha lição permanece de pé: sozinho, o empresário fala; unido, ele tem força.

Como sintetiza Paulo Cavalcanti: “o futuro do Brasil é da nossa conta. E ele começa agora”.